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ESTUDO E MONITORIZAÇÃO
DO ANDORINHÃO-DA-SERRA

 

No Hospital de Santa Maria, onde foi identificado o primeiro local de nidificação conhecido na região de Lisboa, foi recentemente instalado um sistema de monitorização acústica para registar de forma contínua as vocalizações das aves. Este local é particularmente interessante por ser utilizado por três espécies de andorinhões que nidificam regularmente em Portugal continental: o andorinhão-preto, o andorinhão-pálido e o andorinhão-da-serra. A monitorização pretende compreender melhor a fenologia e os padrões de utilização dos locais de reprodução, nomeadamente quando as aves começam a ocupar os ninhos, como varia a sua atividade ao longo da época reprodutora e quando deixam de utilizar a colónia. Este trabalho permitirá ainda avaliar o potencial da monitorização acústica como ferramenta não invasiva para o acompanhamento destas aves. Esta investigação, promovida no âmbito do andorin, envolve o investigador Bruno Herlander Martins do CIBIO-InBIO/BIOPOLIS e os investigadores Francisco Amorim e Joana Marcelino da Nature-based Insights.
 

 


Estamos também a participar numa investigação que, pela primeira vez, está a recorrer a dispositivos de seguimento com precisão GPS para estudar  os movimentos destas aves. Estes dispositivos permitirão conhecer, com um nível de detalhe sem precedentes, a forma como as aves utilizam o território, incluindo as áreas que frequentam e as distâncias percorridas,  contribuindo para compreender melhor a sua ecologia e orientar futuras ações de conservação. 
Paralelamente, durante as sessões de captura e marcação estão a ser recolhidos dados biométricos, ainda escassos para esta espécie, bem como amostras para análises genéticas. Estas amostras poderão ajudar a esclarecer uma das principais questões levantadas pela recente descoberta da espécie no continente: qual a origem destas aves e qual a sua relação com as populações dos arquipélagos da Madeira e das Canárias. Este trabalho de investigação envolve os investigadores Luís P. da Silva da Estação Biológica de Mértola, Bruno Herlander Martins e Carlos Pacheco do CIBIO-InBIO/BIOPOLIS e o investigador Lyndon Kearsley da BlueGreen Labs. 

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